Você era a linha reta
Que sempre quis amar
o caminho mais rápido entre dois mundos.
Você era a trama tecida
Já bem formada, sem arestas, ou sulcos
Era a forma já acabada
Espaço bem construído
Que eu sempre quis tocar
o futuro para o qual os pés cansados seguiriam no final.
Agora que eu vejo
essa morte toda que carrega em si
Essa perfeição
Esses círculos
E vejo que esse é o amor
É o único amor:
Não o que houve entre mim e você somente
Mas o amor tal qual existe entre todos.
Enquanto foi o meu livro lido, terminado
História já contada, conhecida
E à qual voltaria sempre para novos deleites
Eu também, eu também
Sou livro fechado, marcado na penúltima página.
Para outro leitor.
O amor, parece, é sempre um desencontro.
O amor é sempre solitário.
E sempre assim.
* Não sei de quem é esse poema, esta em meu computador desde fevereiro de 2008. Talvez seja meu, talvez seja de um desconhecido. Não sei... Ando a tresvariar...

5 comentários:
§
Fevereiro?
Não teria sido escrito para o meu aniversário?
§
A data de modificação é de 13 de fevereiro de 2008. Não sei.
Gostei muito do poema, por isso não deve ser meu.
§
Terei me tornado uma pessoa pretensiosa?
Ou como na musiquinha de Caetano eu ainda queira "uma coisa qualquer de você"?
A propósito... há mais de 1 ano disse que tinha uma "lembrancinha" pra mim.
Desistiu de me dar?
Sabe que adoro surpresas...
§
Ficou guardado numa caixinha, dentro de um gaveta, em minha casa em São Paulo, esperando um dia o reencontro...
§
Não sei se estou preparada.
Você está?
§
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