terça-feira, 8 de setembro de 2009

Poema desconhecido*

Você era a linha reta

Que sempre quis amar

o caminho mais rápido entre dois mundos.


Você era a trama tecida

Já bem formada, sem arestas, ou sulcos

Era a forma já acabada

Espaço bem construído

Que eu sempre quis tocar

o futuro para o qual os pés cansados seguiriam no final.


Agora que eu vejo

essa morte toda que carrega em si

Essa perfeição

Esses círculos

E vejo que esse é o amor

É o único amor:

Não o que houve entre mim e você somente

Mas o amor tal qual existe entre todos.


Enquanto foi o meu livro lido, terminado

História já contada, conhecida

E à qual voltaria sempre para novos deleites

Eu também, eu também

Sou livro fechado, marcado na penúltima página.

Para outro leitor.


O amor, parece, é sempre um desencontro.

O amor é sempre solitário.

E sempre assim.


* Não sei de quem é esse poema, esta em meu computador desde fevereiro de 2008. Talvez seja meu, talvez seja de um desconhecido. Não sei... Ando a tresvariar...

5 comentários:

marcela primo disse...

§

Fevereiro?

Não teria sido escrito para o meu aniversário?

§

Eu mesmo disse...

A data de modificação é de 13 de fevereiro de 2008. Não sei.
Gostei muito do poema, por isso não deve ser meu.

marcela primo disse...

§

Terei me tornado uma pessoa pretensiosa?

Ou como na musiquinha de Caetano eu ainda queira "uma coisa qualquer de você"?

A propósito... há mais de 1 ano disse que tinha uma "lembrancinha" pra mim.

Desistiu de me dar?

Sabe que adoro surpresas...

§

Eu mesmo disse...

Ficou guardado numa caixinha, dentro de um gaveta, em minha casa em São Paulo, esperando um dia o reencontro...

marcela primo disse...

§

Não sei se estou preparada.
Você está?

§