vinho
a cor que produz, uva
embriago-me com o líquido
salto entre tonéis
pego tua mão
rodamos
uva
um copo
logo virão mais dois
talvez nem haja tantos cálices
queria tingir tua boca
com o sabor
desse
suco
queria sim
tivesse cachos e cachos de uva
e os amassasse com teus pés, cor de ouro
iria se deliciar, com o líquido sobre teu corpo
e esmagaria entre dentes as sementes
fermentaria
porque foi sem pisar em minha morada
não te ofereço o suco o vinho a uva
te ofereço desenhos dessa cor,
com a qual um dia sonhou em beber o amor.
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3 comentários:
§
Eu oferecera o bálsamo, lembra?
§
Sim. Utilizei-o até que secasse, enquanto o teu copo de uva ficou sobre a mesa, sob a ameaça das pequenas feras, vendo você partir - na tarde seca.
Foi assim, mesmo?
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